Sábado, 23 de Março de 2019
CEUA - Biotério ITPAC Porto Nacional

O Biotério ITPAC Porto Nacional é utilizado para dar suporte à disciplina de Técnicas Operatórias e Biossegurança. Nele, são alojados 60 animais por semestre, da espécie Oryctolagus cuniculus (coelho doméstico), são utilizados animais das raças Fox (e suas variedades), Flanders, Chinchila e SRD (Sem Raça Definida). O alojamento semestral envolve 60 exemplares da referida espécie e os animais são adquiridos a partir de matrizeiro, sendo inseridos nos biotério com peso mínimo de 1,5 kg. No ato do ingresso é feita segregação e quarentena dos animais por 21 dias, concomitante à mesma é feita a desverminação dos láparos.

O sistema de alojamento é individualizado, usando gaiolas amplas do tipo apartamento com oferta hídrica por meio de mamadeiras e a oferta alimentar por meio de comedouro do tipo calha. A instalação usa gaiolas do tipo apartamento para coelhos. Gaiola de tela aramada, zincada e capa protetora inoxidavel, malha de 35 mm tipo apartamento, contendo 1 bebedouro de vidro 500 mL, bico em alumínio 90º e um comedouro para ração granulada. Bandeja e proteção lateral em chapa galvanizada. São dispostas em estantes (3 gaiolas por estante). A reposição hídrica e alimentar é feita diariamente, ofertando e atendendo às necessidades básicas nutricionais (segundo o National Research Council – NRC). A ração ofertada atende os preceitos nutricionais do NRC e a água é potável, atendendo aos parâmetros da Portaria n° 2.914, de 12 de dezembro de 2011, do Ministério da Saúde. A ração utilizada para alimentação dos animais é adquirida de empresa idônea e com parâmetros nutricionais consistentes (segundo NRC). A empresa é registrada junto ao órgão competente e tem autorização para produção do referido insumo. A ração utilizada é peletizada, acondicionada em sacos de 20 kg, fornecida “ad libitum” em comedouros afixados nas gaiolas de manutenção. O armazenamento da ração é feita em instalação específica pata tal fim, sob estrados e seguindo parâmetros de controle de acesso e/ou manutenção de pragas.

No Biotério da ITPAC PORTO NACIONAL trabalham, atualmente, três funcionários. Sendo um Médico Veterinário (Bacharel em Medicina Veterinária), uma Técnica em Enfermagem (Curso Técnico em Enfermagem) e uma Auxiliar de Serviços Gerais (Nível Médio).

No biotério, as condições ambientais são monitoradas através de sensor digital (modelo Ecoterm) fornecendo os parâmetros temperatura e umidade, sendo esta atualizada imediatamente pelo referido instrumento quando alterados os parâmetros.

As condições em que são mantidos os animais são: 21°C, umidade relativa a 50% e 10 trocas por hora.

São utilizados dois dispositivos para influxo contínuo de ar e dois para efluxo de ar, ainda utilizam-se dois condicionadores de ar digital para regular a temperatura e umidade do ambiente de alojamento.

O forro é feito de gesso em placas, apresentando espessura desejável para compatibilização com restrição de ruídos. A cobertura é feita de platibanda metálica com ajuste de altura para minimizar a propagação térmica e sonora.

A intensidade do ruído é quantificada por software composto por decibelímetro digital, o qual é mensurado em 63 a 68 db.

Face aos animais alojados e procedimentos envolvidos o Biotério da instituição se enquadra como NBA-1 (Nível de Biossegurança para Animais -1).

Os cuidados envolvem o uso de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) e medidas de limpeza e desinfecção de fômites e instalações, além do descarte de resíduos segundo a RDC 306/2004.

Contígua à Sala de alojamento (fluxo da área limpa) existe uma antessala após o corredor de circulação, impedindo o acesso dos animais ao exterior da instalação.

Contígua à Sala de alojamento (fluxo da área suja) existe um corredor de circulação da referida área. O corredor é dotado de portas intertravadas (acionamento manual) e permanentemente fechadas, impedindo o acesso dos animais ao exterior da instalação.

Preconizou-se a estas portas possuírem sistema unidirecional de fluxo e sistema de retorno automático, impossibilitando o acesso e/ou fuga de animais.

A espécie, geralmente, necessita de fotoperíodo longo para regulação homeostática de alguns parâmetros. O fotoperíodo é fomentado por 12 horas de luminosidade artificial e 12 horas sem fornecimento de luminosidade artificial.

O controle do mesmo é feito pelos funcionários, sendo viabilizado das 7 horas até às 19 horas, ininterruptamente.

A água fornecida ao Biotério é adquirida de instalação particular de aquisição e adução de água. A instituição possui e fomenta instalação particular de extração de água, implementando através de sistemas físicos e químicos o tratamento da água fornecida à instalação.

O monitoramento da qualidade da água é feito periodicamente em laboratório credenciado para tal fim, sendo o mesmo responsável pela análise do sistema de adução de água estatal.

A limpeza dos microambientes é feita com recolhimento das excretas, lavagem com água e sabão das bandejas e sanitização química das mesmas. Semestralmente é retirada toda estrutura do “apartamento” e aplicados jato pressurizado com agente saponificante e desincrustante.

O macroambiente segue regras de sanitização básicas em instalações laboratoriais, como limpeza física com recolhimento diário em dois períodos, posteriormente aplica-se a lavagem do piso dos ambientes com água e agente saponificante, enxágue e em seguida se faz aplicação de agente desinfetante.

Os implementos que fazem parte do macroambiente passam por limpeza e reparos periódicos pertinentes, segundo recomendações técnicas dos fabricantes.

No biotério, as autoclaves são do tipo vertical, possuindo uma câmara com capacidade 30L e outra com câmara com capacidade 75L e esterilização a vapor com temperaturas de 127°C a 143°C.

As mesmas são utilizadas para esterilização de implementos cirúrgicos e comedouros.

Os resíduos sólidos e líquidos (compostos pelas excretas dos animais) são recolhidos em 2 períodos (manhã e tarde), diariamente, e acondicionados em sacos de 30 litros de lixo para material infectante (RDC 306/2004) , dispostos em 4 receptáculos de polietileno (exclusivos para tal fim) com capacidade de 30 litros.

O acondicionamento dos mesmos é feito em sacos duplos (evitando ruptura) e evitando preencher mais que 50% dos mesmos, sendo trasladados para instalação própria de recolhimento de resíduos infectantes. O recolhimento dos mesmos e destinação final em aterro sanitário são feitos pela Secretaria de Saúde Municipal.

As carcaças dos animais são armazenadas em freezer vertical, específico e indelegável a outro fim, em sacos de lixo para material infectante de 30 litros. O acondicionamento é feito em sacos duplos e individualizado por unidade animal, sendo destinados ao aterro sanitário semestralmente, haja vista a quantidade pequena de animais alojados e baixo índice de mortalidade da instituição. O recolhimento dos mesmos e destinação final em aterro sanitário são feitos pela Secretaria de Saúde Municipal.

As gaiolas de manutenção são identificadas individualmente por meio de cartão adesivo afixado nas mesmas. Já as anotações zootécnicas pertinentes aos animais são apostas na Ficha de Identificação Animal (FIA), e nas mesmas descritas alterações no estado saúde-doença dos animais.

Os animais recebem assistência de Médico Veterinário durante todo o período de alojamento (período máximo de 6 meses), envolvendo curativos, quimioterápicos (antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios), quimioprofilaxia (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios e fármacos desverminantes) e cuidados de enfermagem em veterinária.

O funcionário responsável pela identificação e escrituração técnica é o Médico Veterinário responsável pelo alojamento e manutenção dos animais, sendo tais arquivos guardados em caixa arquivo (específica para tal fim) na sala do referido profissional, sendo a mesma localizada na instalação do biotério.

Os procedimentos de quarentena envolvem o isolamento dos láparos em instalação própria. A mesma é constituída por sala contígua ao alojamento, porém completamente isolada, delimitada e identificada para tal finalidade.

O tempo de quarentena é 21 dias para cada lote de animais, permanecendo os mesmos individualizados em gaiolas próprias ao fim. No tempo de quarentena são observados quanto à presença de ectoparasitas, endoparasitas nas excretas e qualquer desordem funcional, recebendo antibioticoterapia profilática e sujeitos à desverminação.

Após estes processos e caso não exista ressalva são encaminhados à sala de alojamento.

A área de criação possui circulação controlada e exclusiva aos funcionários diretamente relacionados à manutenção dos láparos, possuindo ligação direta com corredor de circulação para bioteristas (utilizado para traslado de animais e circulação de pessoas autorizadas).

A área de criação dá acesso a área suja (isoladas por porta que impede o de retorno pela mesma via), composta Área de lavagem dos implementos, Depósito de materiais de limpeza e Área de estocagem de ração.

O corredor de circulação dá acesso à Quarentena, Sala de Depósito de Gaiolas, Anestesia e Clínica e Recuperação Pós-anestésica.

Os animais circulam pelo corredor, acessando as salas concernentes a área limpa da instalação.

As pessoas seguem um fluxo unidirecional, sendo impedidas por portas que não permitem seu retorno de áreas sujas para áreas limpas, sendo disposta a saída em área contígua à Área de lavagem dos implementos. Única exceção é feita quando necessitam encaminhar os animais às áreas limpas, sendo impedido que acessem previamente a área suja.

Os insumos são trasladados à instalação por porta contígua a Área de estocagem de ração, sendo este acesso unidirecional e feito pela área suja, evitando contato com áreas limpas ou geração de contrafluxos.

Os pisos são lisos, não escorregadios, impermeáveis e com boa resistência química, do tipo granilite.

As paredes são lisos, impermeáveis e com boa resistência química e a impactos, apresentando cantos arredondados entre piso e parede e teto e parede. A tinta usada para pintura das mesmas é de baixa toxicidade aos animais.

Os corredores de circulação seguem a especificação das paredes e pisos destinados a toda instalação.

O forro é feito de gesso em placas, apresentando espessura desejável para compatibilização com restrição de ruídos. A cobertura é feita de platibanda metálica com ajuste de altura para minimizar a propagação térmica e sonora.

A Instituição conta com serviço de vigilantes em tempo integral, controlando o acesso de pessoas que adentram na mesma. Os referidos funcionários são orientados a fazerem rondas, inclusive noturnas nas imediações da instalação.

O perímetro institucional é delimitado por cercas metálicas elevadas, contando com três portões de acesso, sendo dois situados na parte anterior da instituição (sentido norte) – um para entrada e um para saída de usuários, e um portão usado para fins estritamente institucionais de traslado de mercadorias (sentido sul).

O Biotério conta ainda com extintores das três classes (A, B e C) em quantidades recomendadas e dispostos em pontos estratégicos, segundo NR 23 (PROTEÇÃO CONTRA ICÊNDIOS).




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